A ação teve por objetivo dar visibilidade às contradições do discurso oficial do governo brasileiro frente à recente aprovação da licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Na abertura da Cúpula dos Presidentes da COP30, em Belém, organizações do ativismo ambiental entre elas a Rede de Trabalho Amazônico GTA junto a povos marajoaras, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas, ergueram uma faixa escrita, COP30. Bem-vindos ao fim da Amazônia Livre de Petróleo e Gás, (em português e inglês) lançada na Baía do Guajará e puxada por um barco.
A ação teve por objetivo dar visibilidade às contradições do discurso oficial do governo brasileiro frente à recente aprovação da licença de exploração de petróleo na Foz do Amazonas e levantar o apelo por uma transição energética justa, popular e livre de fósseis, que respeite a soberania e a dignidade dos povos da floresta.
A Rede GTA, movimento social amazônico fundado em 1992 e que articula centenas de entidades comunitárias na Amazônia Legal, assume nesse contexto o papel de organizadora e protagonista: capacitando, articulando e mobilizando os povos tradicionais da região para fazer ouvir sua voz no grande palco das negociações climáticas.

Com essa intervenção simbólica e concreta, a Rede GTA contribui para colocar no centro das atenções da COP30 a Amazônia como território de vida, resistência e justiça ambiental, e não apenas como um recurso ou cenário de exploração.
A ação se deu durante a Cúpula dos Presidentes da COP30, em Belém, com o intuito de fazer ecoar as vozes dos povos da Amazônia denunciando a incoerência entre o discurso climático e a continuação da exploração de combustíveis fósseis na Amazônia reforçando a ideia de que a transição energética deve ser feita com justiça, participação e respeito aos territórios tradicionais, e não apenas imposta de cima para baixo.