A crise climática e energética já impacta populações ao redor do mundo e chega ao centro do debate em Santa Marta, onde movimentos denunciam os efeitos da dependência de combustíveis fósseis e defendem uma transição energética justa

A crise climática e energética já impacta populações ao redor do mundo e chega ao centro do debate em Santa Marta, onde movimentos denunciam os efeitos da dependência de combustíveis fósseis e defendem uma transição energética justa. A crise climática e energética deixou de ser uma ameaça distante para se tornar uma realidade concreta, com impactos diretos na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Em diferentes países, os efeitos já são sentidos no aumento do custo de vida, na insegurança alimentar e no agravamento das desigualdades sociais. Enquanto isso, grandes corporações do setor de petróleo e gás seguem ampliando seus lucros.

Executivos como Wael Sawan, à frente da Shell, acumulam ganhos milionários, evidenciando um contraste cada vez mais evidente entre quem lucra com o modelo energético atual e quem sofre suas consequências.A dependência global de combustíveis fósseis continua produzindo um cenário desigual, de um lado, empresas fortalecidas; do outro, populações vulneráveis enfrentando os impactos. Em países como as Filipinas, por exemplo, a alta no preço da energia afeta diretamente o transporte, os insumos agrícolas e, consequentemente, o preço dos alimentos. O resultado chega à mesa da população.

É nesse contexto que organizações da sociedade civil têm se mobilizado para questionar esse modelo. A Rede de Trabalho Amazônico (GTA) lançou a campanha “Chega de Furar. É Hora de Cuidar”, que denuncia o avanço da exploração de petróleo e gás na Amazônia e seus impactos sobre comunidades tradicionais, povos indígenas e populações ribeirinhas.A iniciativa também se conecta a um movimento internacional mais amplo que ganha força na América Latina. Em Santa Marta, no Caribe colombiano, lideranças, ativistas e organizações se reúnem para fortalecer o debate sobre justiça climática e transição energética justa, um modelo que priorize a vida, a preservação ambiental e a soberania dos povos.

Para os participantes, a discussão vai além da substituição de fontes de energia. Trata-se de repensar estruturas econômicas, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e garantir que comunidades historicamente afetadas tenham protagonismo nas decisões.A mensagem é clara, a crise já está em curso, mas também cresce a resistência.Santa Marta, agora, se torna mais um ponto de encontro dessa mobilização global.