São Luís, Maranhão – No dia 24 de julho de 2026, a capital maranhense será palco de um evento histórico: a Primeira Marcha dos Manguezais Amazônicos Maranhenses. Organizada pela Rede de Mulheres das Marés e das Águas dos Manguezais Amazônicos (REMULMANA), afiliada à rede GTA, e pela CONFREM Brasil, a marcha visa defender o maior manguezal do Brasil e os direitos dos povos e comunidades tradicionais que dele dependem.
O Maranhão, guardião de uma vasta área de manguezais que se estende por mais de 512.000 hectares, o que representa cerca de 42% de toda a área de manguezais do país, forma, junto com o Pará e Amapá, a maior faixa contínua de manguezais do planeta. Este patrimônio natural da Amazônia, do Brasil e do mundo é muito mais do que uma paisagem; é um berçário de vida, fonte de alimento, renda, cultura e identidade para milhares de famílias extrativistas.
Além de sua importância ecológica e social, os manguezais são reconhecidos como uma das mais poderosas soluções naturais para enfrentar as mudanças climáticas. Eles capturam e armazenam enormes quantidades de carbono azul (Blue Carbon), protegendo o clima, reduzindo os impactos do aquecimento global e fortalecendo a resiliência das zonas costeiras. Cuidar dos manguezais é, portanto, cuidar do futuro da humanidade.
A Voz dos Povos da Maré
A marcha reforça a verdade de que não são apenas os manguezais que protegem o planeta, mas também os povos que os protegem. Mulheres das marés, marisqueiras, pescadores e pescadoras artesanais, catadores de caranguejo, e os povos e comunidades tradicionais costeiros e marinhos das Reservas Extrativistas, dos quilombos e das terras indígenas, há gerações conservam esses territórios por meio de seus saberes, sua cultura e seu trabalho.
As Reservas Extrativistas são destacadas como uma das maiores estratégias de conservação do Brasil, demonstrando que é possível proteger a biodiversidade, combater as mudanças climáticas e garantir dignidade para aqueles que vivem dos recursos da natureza de forma sustentável.

Por que marchar?
A REMULMANA e a CONFREM Brasil convocam a todos para marchar em defesa dos manguezais, pelas Reservas Extrativistas, pelo carbono azul, pelos direitos dos povos e comunidades tradicionais, pelo clima e pela vida. A mensagem é clara: não existe justiça climática sem justiça social, e não existe transição ecológica sem os povos das águas e das marés.
O Maranhão, com seu papel crucial na conservação dos manguezais, tem muito a ensinar ao mundo sobre a coexistência harmoniosa entre ser humano e natureza.
Junte-se no dia 24 de julho em São Luís para defender os manguezais e defender a vida!
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