Resex serão Defesa da pesca artesanal contra o Petróleo no Amapá

Em defesa da pesca artesanal e dos territórios tradicionais, uma roda de conversa realizada no município de Amapá reuniu representantes de organizações sociais e pescadores para discutir direitos, impactos das mudanças climáticas, a criação de RESEX e os riscos trazidos pelo avanço da exploração de petróleo na região.

No Município de Amapá, roda de conversa para salvar a Amazônia Amapaense.

Pescadores e pescadoras artesanais, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais participaram nesta segunda-feira, 20 de julho, de uma roda de conversa no município de Amapá para discutir os desafios da pesca artesanal, a criação de Reservas Extrativistas (RESEX) e os impactos provocados pelos grandes empreendimentos na Amazônia.

O encontro acontece na Escola Estadual Vidal de Negreiros e segue com programação ao longo do dia.Promovido por organizações que atuam na defesa dos territórios tradicionais, o evento reuniu representantes da Rede de Trabalho Amazônico GTA, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP), do Movimento de Mulheres (MMB), da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Extrativistas Costeiros e Marinhos (CONFREM), além de pescadores e pescadoras do município de Amapá.

A abertura contou com a participação de João Ataíde, coordenador de Comunicação e Engajamento Comunitário da Rede GTA e recém-empossado membro do Conselho Estadual de Cultura do Amapá, Paulo Rocha, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Florisvaldo Mota Rocha, do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), Lúcia Santana, da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP), Silvani Araújo Sarges, do Movimento de Mulheres (MMB), Ernesto, representando a CONFREM e um representante dos pescadores do município de Amapá.

Durante a programação da manhã, João Ataíde, Paulo Rocha e Ernesto participaram da análise de conjuntura sobre os desafios enfrentados pelas comunidades tradicionais da região. Em seguida, Paulo Rocha conduziu o debate sobre os impactos dos grandes projetos na Amazônia. Ao longo do dia, a programação também contou com discussões sobre o papel da mulher na pesca artesanal, os direitos dos pescadores, os efeitos das mudanças climáticas e a importância dos territórios de uso coletivo e das Reservas Extrativistas para a conservação ambiental e a garantia dos modos de vida tradicionais.

João Ataíde destacou que a roda de conversa busca fortalecer o diálogo com as comunidades pesqueiras diante das transformações que vêm ocorrendo na região. “A proposta desta roda de conversa é sensibilizar os pescadores e pescadoras sobre os impactos que os megaprojetos de desenvolvimento podem trazer para seus territórios e modos de vida. É fundamental que essas comunidades participem desse debate e compreendam a importância da criação de áreas protegidas, como as Reservas Extrativistas, para garantir a continuidade da pesca artesanal e a proteção dos recursos naturais”, afirma.

João Ataíde, coordenador de Comunicação e Engajamento Comunitário da Rede GTA e recém-empossado membro do Conselho Estadual de Cultura do Amapá.

Segundo Ataíde, o debate também procura ampliar o acesso das comunidades às informações sobre os empreendimentos previstos para a região e fortalecer os acordos construídos para a pesca artesanal dentro das áreas protegidas. “Estamos discutindo o que está acontecendo no Amapá diante do avanço da exploração de petróleo e de outros grandes empreendimentos. Nosso papel é contribuir para que os pescadores tenham informações, conheçam seus direitos e possam participar das decisões que afetam diretamente seus territórios, fortalecendo a defesa da pesca artesanal e das Reservas Extrativistas”, destacou.

O debate não se encerra com a roda de conversa. A Rede de Trabalho Amazônico seguirá apoiando novas iniciativas e espaços de diálogo em defesa da pesca artesanal, dos territórios tradicionais e de uma Amazônia livre da exploração de combustíveis fósseis.

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