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CÚPULA DOS POVOS MOBILIZA NOVO PROJETO DE NAÇÃO

​Os movimentos sociais e as organizações populares do país finalizaram um ciclo profundo de debates estratégicos focado na reconstrução nacional e no enfrentamento das crises atuais que assolam os territórios.

Encontro finalizado da Cúpula dos Povos finaliza com novo projeto nacional para o país.

O encontro da Cúpula dos Povos serviu para desenhar planejamentos que confrontam o avanço agressivo da extrema direita, o imperialismo americano e a aceleração das transformações ambientais geradas pela degradação climática dentro do modelo de capitalismo atual.

Uma análise detalhada apontou que a própria soberania nacional se encontra gravemente ameaçada por uma burguesia aliada a interesses externos, o que exige uma resposta organizada a partir das bases. Edjales Benício, suplente da Coordenação geral da Rede de Trabalho Amazônico GTA esteve presente e conta com entusiasmo o teor do encontro e a importância do momento para a luta popular. ​”Eu penso que foi uma reunião muito importante e estratégica, porque a Cúpula fez uma análise de conjuntura bastante aprofundada, com todos os participantes lá presentes, com apoio de intelectuais que ajudaram a nortear a análise de conjuntura, e tirou uma agenda de trabalho visando a construção de um projeto nacional” afirmou.

​A leitura do cenário atual revelou que a extrema direita tem conseguido pautar o debate público explorando a segurança e a insegurança territorial, impulsionada pelo avanço de facções criminosas e pela militarização. Esse avanço se apoia fortemente no neopentecostalismo e no uso massivo de redes sociais e jogos eletrônicos para influenciar as novas gerações. Frente a isso, as lideranças destacaram a urgência de retomar as periferias urbanas e fortalecer a aliança com o campo, promovendo uma formação política popular que sirva como um verdadeiro coletivo político capaz de reequilibrar as forças sociais do país.​

“Então, é um desafio imenso você tentar buscar a unidade dentro da diversidade, que é a cúpula dos povos, mas o foco é a gente tentar construir esse projeto de nação com o objetivo de fortalecer a democracia, né? de fortalecer a soberania nacional”, acrescentou Edjales sobre a complexidade de unificar os diferentes atores do movimento.​

O plano de ação foi desenhado para além do calendário eleitoral imediato, dividindo as tarefas em metas de curto, médio e longo prazo que buscam uma real convergência nacional. No horizonte mais próximo, as organizações assumiram o compromisso de traduzir suas pautas para uma linguagem muito mais popular e acessível nas mídias, conectando as narrativas com as dores e o cotidiano do povo.

Também foi definido o mapeamento e a divulgação de experiências locais bem-sucedidas, inserindo essas plataformas no site oficial da Cúpula dos Povos para alavancar mutirões e campanhas conjuntas nos territórios.​

Para os desdobramentos de médio e longo prazo, a Cúpula dos Povos pretende investir na criação de escolas populares de formação de novas lideranças e na consolidação de uma Agenda 2030 própria, independente e voltada para a justiça social. O planejamento inclui o incentivo e suporte a candidaturas populares, a incidência em grandes centros urbanos e a ocupação qualificada de espaços nos poderes executivo e legislativo.

​As bases fundamentais desse projeto de sociedade exigem a garantia de direitos, dignidade e saúde, passando obrigatoriamente pela demarcação e proteção das terras dos povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais, além de uma reforma agrária popular efetiva. O processo metodológico da Cúpula se encerrou sob o tripé da resistência aliada ao legado histórico, do reencontro com as origens de base e da reinvenção necessária para dialogar com quem ainda não acessa as plataformas digitais, capacitando os militantes inclusive no uso consciente da inteligência artificial para a transformação social.​

A análise detalhada apontou que a própria soberania nacional se encontra gravemente ameaçada por uma burguesia aliada a interesses externos, o que exige uma resposta organizada a partir das bases. ​”Eu penso que foi uma reunião muito importante e estratégica, porque a Cúpula fez uma análise de conjuntura bastante aprofundada, com todos os participantes lá presentes, com apoio de intelectuais que ajudaram a nortear a análise de conjuntura, e tirou uma agenda de trabalho visando a construção de um projeto nacional” finalizou Edjales.

​”Não um projeto apenas de desenvolvimento, mas de envolvimento. Esse é o grande objetivo que a Cúpula tem e que foi bastante discutida e aprofundada nessa reunião”

Edjales Benício. Suplente de Coordenação Geral da Rede de Trabalho Amazônico GTA.

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